Depois do grito de liberdade das mulheres na década de 70, me pergunto; nós já declaramos a nossa independência?Vivemos num país livre, mas repleto de regras, regras para serem quebradas e regras para serem obedecidas. Hoje, 7 de setembro comemoramos a independência de um pais que de independente não tem nada, dependemos dos outros países, do capital estrangeiro, da política internacional e vários outros fatores. E você? Se considera independente? Livre?
Gosto de dizer que tenho minha carreira, vivo de aluguel mas sim, eu quem pago minhas contas. Se quiser fumar eu fumo, ninguém tem nada com isso, se quiser beber eu bebo (como diria a música; pago tudo com o suor do meu rosto). Mas porque a sensação de liberdade não me preenche? Simples, a sociedade escraviza e não permite a ninguém a dita liberdade. Nossas leis positivadas, nossas leis morais e éticas não nos permitem chegar às margens de qualquer rio ou mesmo de uma piscina e gritar “Independência ou morte”.
Somos presas desde cedo aos conceitos de certo e errado, no que o mundo compreende como aceitável e moral e esquecemos algumas vezes de viver. Escrevo essa coluna agora em São Paulo, mas não posso ir para um barzinho, tomar minha cerveja e acender meu cigarro. Preciso me esconder como um bandido, mas simplesmente quero ter o prazer de desfrutar o que para muitos é um vício. Entendo sobremaneira os motivos para a existência dessa lei, mas nós fumantes viramos agora o lobo mau da história.
Sonhei hoje que saia pelada de casa, sonho comum eu sei, porém o fatos paradoxal era que eu estava me sentindo bem e andava como nada fosse enquanto pessoas me olhavam com constrangimento e indignação. Bem, nunca desejei sair pelada por ai, mesmo porque não acho que estou com essa bola toda! De qualquer forma, neste sonho senti um pouco o que é ser livre e poder escolher entre o MEU certo e o MEU errado.
Então, gritem sua liberdade, exerçam sua cidadania, nos limites do bom senso e do seu certo e errado, ninguém aqui pode ser melhor ou pior para ditar todas as regras de uma sociedade, tampouco os legisladores que lá colocamos tem a moral suficiente para fazer as leis que eles mesmos burlam.

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